A gastronomia

Algum dia você já pensou o motivo que te fez escolher o que você faz hoje? Eu já, várias vezes pensei e repensei sobre isso, essa é uma parte da minha saga em tentar me encontrar.

Lá no ano de 2011, quando conclui o ensino médio eu tinha a obrigação de escolher um curso. Na minha casa não houve nenhum tipo de pressão sobre essa escolha e eu falei que queria medicina, passei alguns meses fazendo cursinho e desisti. Passei um tempo fora de casa, arranjei uns trabalhos pra fazer e deixei de lado a ideia de ir pra faculdade. No começo de 2013 quando voltei pra casa eu não fazia ideia do que eu queria fazer, continuava com os trabalhos de recepcionista, tinha dinheiro pra fazer minhas coisas e naquele momento tudo estava bem.

Só lá no segundo semestre de 2014 eu resolvi começar alguma coisa, aproveitei minha nota do enem e consegui uma vaga no curso de museologia na UnB. Os motivos da escolha? Eu tinha nota, gostava de artes, a faculdade era pública, pensei que as possibilidades no futuro eram boas, foi uma ilusão, só gostar de artes não era o suficiente. Quando os professores falaram a realidade da profissão, dos investimentos da Universidade no curso, tudo me assustou e eu me agarrei nisso, foi a desculpa para abandonar o curso.

No começo do ano seguinte eu decidi voltar pro cursinho e estudar pro vestibular, tentar mais uma vez medicina. No segundo semestre do ano eu pensei que poderia voltar pro curso de museologia na UnB e tentar pegar algumas matérias pra me ajudar a estudar pro enem, pra completar consegui uma vaga no IFB no curso de gestão de políticas públicas, achei que seria útil, pois eu também estava pensando em estudar pra concurso. Eu estava tentando fazer um monte de coisas e eu nem tinha certeza que queria alguma delas. Pra vocês terem noção eu falava que não queria trabalhar em orgão público desde os 15 anos, tinha medo da rotina que aquilo era. Antes do ano de 2015 acabar eu desisti de tudo, estava super frustrada com todas as coisas que estava fazendo, nenhuma delas era o que eu queria e fui lá e larguei tudo. No mês de dezembro surgiu uma oportunidade de trabalho e eu aceitei.

Passei os primeiros meses de 2016 curtindo as vantagens de ter um trabalho, fiz algumas viagens, sai bastante e no segundo semestre comecei a faculdade de relações internacionais. Quando escolhi o curso, olhei o tempo de duração, as possibilidades de emprego e achei que gostaria. Eu tinha os piores parâmetros pra escolher uma faculdade, porque mais uma vez eu não me identifiquei e larguei.

2017 eu me acomodei, não pensava em fazer faculdade, não queria estudar pra concurso, voltei pra fase onde curtir a vida era a única coisa que me importava. Tive a ideia de tentar o curso de relações internacionais de novo, mas não deu. Não gostava de estudar sobre política, direito, economia. Realmente não era o que eu queria.

Quando o ano de 2018 começou eu já estava saturada do meu trabalho, queria sair de qualquer jeito. Aquilo que eu pensava não gostar, sobre rotina, eu acertei, eu não gosto. Constantemente me sinto sufocada, desperdiçando meus dias em uma sala fechada. Fui incentivada a não largar as coisas sem ter um plano B e foi o que fiz. Eu aguardei, me planejei, procurei opções e em 2019 vou começar algo novo.

Em fevereiro começam minhas aulas, eu decidi realizar meu sonho de estudar gastronomia. Era um sonho bem antigo, nunca tive nenhum incentivo para começar, os conselhos relacionados eram de que eu deveria fazer como passatempo, não que deveria dedicar minha vida a isso. E por muito tempo foi nisso que eu me apeguei, acreditei que as pessoas que me deram os conselhos sabiam mais da vida do que eu, o único problema nisso e que cada pessoa tem uma forma diferente de ver a vida, tem necessidades diferentes, as crenças são diferentes. Não existe um padrão a ser seguido, cada um vai ter um caminho para seguir.

No momento que eu optei no meu coração por um dia cursar gastronomia, eu tinha a plena consciência de que ia ralar dia e noite para conseguir meu espaço. Lá em 2012 eu não teria feito isso, mesmo sabendo que era o necessário. Eu precisei passar 6 anos indo e vindo de cursos e trabalhos, pra entender que independente da minha escolha, se for pra ser bom, eu vou precisar trabalhar nisso dia e noite.

Eu não sei de nada nessa vida, o amanhã é bem incerto, pode nos surpreender de várias formas. Mas acredito que somente quando iniciamos algo é que descobrimos se aquilo é bom ou não. Esse vai ser mais um capítulo na minha, preciso apostar, ir e ver.

Esse vai ser mais um dos desafios desse ano e aqui compartilharei com vocês onde ele vai me levar.

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